A Hist贸ria do Naturalista

por Robert Rajabally
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Pesquisas mostram que a express茫o 鈥淣aturalista鈥 parece ser mais vezes referenciada no Brasil como Naturalismo, o movimento liter谩rio, teatral e art铆stico que surgiu na Fran莽a na segunda metade do s茅culo 19 do que com o universo do Artista de Natureza ou Naturalista de campo, como 茅 bem conhecido no mundo. Aquele movimento por茅m, possui uma liga莽茫o com a pintura cient铆fica da natureza pois foi uma tend锚ncia que tornou o Realismo, um movimento liter谩rio anterior, ainda mais contundente, como algo que passaria a retratar a realidade 鈥渃omo ela 茅鈥, seja nas descri莽玫es de tipos humanos na literatura - cujo expoente foi 脡mile Zola (1840~1902) - mostrando a vida cruenta das ruas e da realidade dos trabalhadores oprimidos da 茅poca, seja por  exigir um rigor cient铆fico quando se tratava das artes, especialmente a de natureza, da flora e fauna. Esse movimento foi fortemente influenciado pelas teorias evolucionistas de Charles Darwin que publicou sua A Origem das Esp茅cies em 1859, mostrando pela primeira vez a Teoria da Evolu莽茫o e da sele莽茫o natural ao mundo cient铆fico, fazendo com que valores do instinto e da sobreviv锚ncia permeassem a literatura produzindo obras de realismo expl铆cito sobre a senda humana e marcando uma 茅poca. Nos tempos modernos ainda, no Brasil, o termo infelizmente 茅 confundido por alguns com o 鈥榥aturismo鈥 que se refere 脿 pr谩tica do nudismo.

Assim sendo, nada melhor do que ajudar a corrigir essas distor莽玫es e falta de informa莽玫es mais amplas dispon铆veis em Portugu锚s, mostrando um pouco do que realmente se trata e a profundidade a que o universo do Naturalista pode chegar, seja nas artes, na sua fun莽茫o acad锚mico-cient铆fica ou como as no莽玫es essenciais que deveriam nortear a vida do Homem na Terra e sua rela莽茫o com meio ambiente hoje e que dever茫o apontar cada vez mais o caminho no futuro, se quisermos aprender algo mais verdadeiro em nossas vidas, acertar e evitar o pior.

Esbo莽osEnt茫o, nos afastando dessas vertentes liter谩rias e dos outros sentidos dados 脿 palavra Naturalista que interessam menos neste site e dirigindo nossa aten莽茫o mais 脿 viv锚ncia do Naturalista de campo, aquele desbravador de outrora que, n茫o raro, fazia as vezes de ge贸grafo e artista, encontramos o nome de Alexandre Rodrigues Ferreira como o primeiro Naturalista desbravador luso-brasileiro a pisar em solo brasileiro, percorrendo numa expedi莽茫o cient铆fica os territ贸rios do Amazonas ao Mato Grosso no per铆odo de 1783 a 1792, bem antes, portanto daquele movimento liter谩rio Europeu. Seguimos em frente ent茫o, oferecendo atrav茅s dos textos aqui postados, um novo olhar sobre a profiss茫o e seus expoentes at茅 os dias de hoje em que aqui, no site Hist贸ria & Arte / Natureza, podemos conhecer o trabalho dos talentosos artistas brasileiros atuais, sem a pretens茫o de substituirmos o trabalho de historiadores profissionais e esgotar o assunto, mas empenhados em oferecer a melhor e mais essencial vis茫o sobre essa 谩rea que estiver ao nosso alcance.

Arte, ci锚ncia e natureza
Reflex玫es de um Naturalista

por Robert Rajabally
(mat茅ria publicada na revista Com Ci锚ncia Ambiental #11 de 2007, atualizada e acrescida aqui de mais informa莽玫es pelo autor)

Evolu莽茫o. Eis uma palavra muitas vezes esquecida e mais vezes ainda mal interpretada ou relegada a um segundo plano em tudo o que fazemos. O voc谩bulo carrega consigo um significado que deveria fazer parte de todas as profiss玫es que modelam o presente e semeiam o futuro, especialmente nas ci锚ncias e nas artes, 谩reas que afetam diretamente nossas vidas e maneira de pensar. Evolu莽茫o, nesse contexto, significa progresso de fato, baseado em uma compreens茫o real da Vida e seu funcionamento em todos os n铆veis, um conhecimento conquistado por sucessivas aproxima莽玫es e merecimento, para sentir parcelas cada vez maiores e mais profundas desta realidade, onde formas de pensar e ser v茫o se sutilizando e depurando cada vez mais pela vontade consciente do Ser que vai assumindo a dire莽茫o consciente de sua Vida, distanciando-se do acaso e do cego navegar ao sabor das ondas de um destino ignorado. Dessa forma, a Evolu莽茫o nunca deve ser confundida com o mero surgimento de novidades, modernidades ou novas tecnologias se estas n茫o estiverem de fato alinhadas com a leg铆tima no莽茫o de uma Realidade Maior.

O Naturalista脡 f谩cil ver que, sem a compreens茫o de profundidade e de s铆ntese, dificilmente nossas decis玫es poder茫o ser s谩bias ou certas, principalmente quanto a seus efeitos a longo prazo. Esta 茅 uma reflex茫o muito atual em tempos de tantos debates sobre conserva莽茫o do meio ambiente, em face do poder de interven莽茫o, pelo homem, nos mais diversos ecossistemas. Tais decis玫es (e omiss玫es), na verdade, podem ser 鈥 e freq眉entemente o s茫o 鈥 desastrosas. Tomamos conhecimento, diariamente, pelos meios de comunica莽茫o, de tantos equ铆vocos criminosos cometidos pela ignor芒ncia das leis naturais e pela arrog芒ncia de achar que tudo 茅 permitido fazer para domar a natureza e arrancar 脿 for莽a seus segredos, muitas vezes apenas por lucro ou vaidade 鈥 em vez de se caminhar com ela em humilde aprendizado.

Aqui estamos, numa revista preocupada com quest玫es ambientais, olhando, por um instante para a arte do naturalista, seja ele profissional ou amador, e em que pode ser 煤til num cen谩rio como o descrito acima. 脡 algo pouco conhecido em nosso pa铆s, mas espero poder mostrar algo fascinante e significativo. Vamos ver, brevemente, como essa incr铆vel hist贸ria natural literalmente se desenhou.

Tradicionalmente, o papel do naturalista do passado recente era o de procurar descrever esse mundo, o fen么meno vida e seus mecanismos intrincados a n贸s. Preparados em diversos campos, inclusive no art铆stico, completavam suas observa莽玫es com as mais ricas e precisas ilustra莽玫es, mesmo antes da inven莽茫o da fotografia. Esse naturalista 茅 o do passado, um amante da natureza que deveria reunir diversas habilidades, pois tamb茅m servia de desbravador de novas terras, como rep贸rter de um novo mundo e um detalhista que saberia categorizar, com precis茫o, seus achados. N茫o raro, seu trabalho seria completado por outro tipo de naturalista, o do laborat贸rio e das academias de ci锚ncia que tinham 脿 m茫o vastos comp锚ndios e instala莽玫es apropriadas para dissecar, medir, pesar e, finalmente, classificar as esp茅cies animais e vegetais encontradas, com o inestim谩vel aux铆lio das observa莽玫es in loco e das ilustra莽玫es de seus colegas.

EstudosHavia, ent茫o, uma grande necessidade de organizar o amplo manancial natural em classes, ordens e fam铆lias, para poder, de alguma forma, controlar o volume de informa莽玫es e torn谩-las assimil谩veis a outros que as estudariam mais tarde. Assim, com alguma liberdade, pode-se dizer que os naturalistas do s茅culo 19 eram divididos em naturalistas-aventureiros (de campo) e em naturalistas-sedent谩rios (dos centros acad锚micos). Ambos nem sempre se entendiam, por partirem de princ铆pios opostos. O que importa, al茅m dos m茅todos, s茫o os resultados, principalmente os obtidos pelas maravilhosas artes criadas pelas pessoas que amavam o mundo natural, a ponto de porem suas vidas em risco em aventuras perigosas.

Quando referenciamos esse passado relativamente recente, imediatamente v锚m 脿 mente os nomes como o do alem茫o Alexander Von Humboldt (1769-1859), que esteve na Amaz么nia em 1800, durante suas expedi莽玫es pela Am茅rica do Sul, de 1799 a 1804, do franco-americano John James Audubon (1785-1851) que, entre tantas contribui莽玫es, descreveu, catalogou e pintou os p谩ssaros da Am茅rica do Norte e do Pintor Naturalista franc锚s Fran莽ois Auguste Biard (1798-1882) que esteve no Brasil em expedi莽玫es de coleta de esp茅cimes de 1858 a 1859, produzindo in煤meras pinturas e hist贸rias do que encontrou. H谩 ainda, 茅 claro, o eterno naturalista ingl锚s Charles Darwin (1809-1882), que nos apresentou a primeira no莽茫o de evolu莽茫o, com a publica莽茫o de Origem das Esp茅cies, em 1859. Imposs铆vel n茫o esquecer contribui莽玫es importantes ao tentar lembrar todos os nomes conhecidos numa mat茅ria de revista, e ainda fazer justi莽a aos in煤meros an么nimos, ou 脿queles que n茫o seriam classificados, estritamente, como naturalistas, na acep莽茫o acad锚mica da palavra, mas que o eram, de corpo e alma, pela profundidade e brilhantismo de seus trabalhos, como vamos reconhecer um dia, quando nossa vis茫o de mundo for menos materialista e procurarmos entender, de cora莽茫o e mente limpos e desimpedidos, o que jaz por detr谩s dela, indo muito al茅m do que sabemos hoje.

Esbo莽osPor aqui, na Terra Brasilis, tamb茅m passaram outros grandes nomes como o parisiense Jean Baptiste Debret (1768-1848), um artista muito abrangente que chegou a desenhar a primeira bandeira do Brasil, e o alem茫o Johann-Moritz Rugendas (1802-1858), que ficou conhecido como o pintor das cenas brasileiras, por seu trabalho iniciado em 1821, quando aqui esteve em expedi莽茫o como desenhista.

O que define ent茫o um Naturalista? Seria aquele que retrata somente o mundo natural ou podemos incluir os pintores que retrataram a vida dos povos e as etnias nas suas intera莽玫es com os 鈥榙escobridores de um novo mundo鈥? Inevitavelmente, ao se retratar os povos e costumes de uma 茅poca, acaba-se registrando, na forma de desenhos e pinturas, grande parte da geografia, da topografia al茅m de cenas rurais e urbanas da vida social  juntamente com a flora e fauna locais. Isso, por茅m, n茫o 茅 necessariamente um trabalho de naturalista que se preocupa mais com a coleta de esp茅cimes e, a partir da铆, produz desenhos precisos, esquem谩ticos ou art铆sticos de suas observa莽玫es, al茅m de, muitas vezes, fazer desenhos da topografia de lugares ainda n茫o mapeados. Modernamente, temos ainda os que se dedicam 脿 observa莽茫o de p谩ssaros de forma organizada e sistem谩tica, os Birdwatchers de todo o mundo, que frequentemente aliam desenhos e esbo莽os 脿s suas observa莽玫es e anota莽玫es numa tamb茅m prazerosa e importante forma de interagir com o mundo natural 脿 nossa volta. No Brasil, o maior evento que re煤ne e celebra essa atividade 茅 o Encontro Brasileiro de Observa莽茫o de Aves (AVISTAR) que abrange aves de todo o territ贸rio nacional e agora, em 2011, est谩 em sua sexta edi莽茫o com congresso e muita informa莽茫o para ampla participa莽茫o do p煤blico e fot贸grafos amadores e profissionais.

Tudo isso 茅, realmente, um mundo fascinante de incont谩veis obras de arte, desenhos, esbo莽os e estudos de valor inestim谩vel, tanto por seu registro hist贸rico quanto pela qualidade das pinturas, que s茫o uma categoria de arte distinta, nem sempre reconhecida: do Desenho, da Ilustra莽茫o e da Pintura Naturalistas, da Ilustra莽茫o Cient铆fica de Bot芒nica e Fauna. Fica, portanto, a sugest茫o para os educadores que estejam lendo estas linhas que procurem educar nossas crian莽as e jovens para que conhe莽am essa vertente art铆stica, n茫o s贸 por seu valor hist贸rico, mas tamb茅m pelo dinamismo e papel que pode ter atualmente, encorajando que fa莽am seus pr贸prios desenhos e pinturas conhecendo os princ铆pios dessa forma de arte. Certamente  ter铆amos mais pessoas com a sensibilidade n茫o atrofiada para ver e sentir a verdadeira Natureza que tamb茅m est谩 em cada um de n贸s e n茫o s贸 'l谩 fora' e apareceriam mais artistas  de grande talento empenhados em ver e ir al茅m das artes e conhecimentos convencionais, criando algo 煤nico e de real inspira莽茫o para as gera莽玫es de hoje e futuras.

Rumos

Capa do livro O Naturalista Amador, publicado em 1984 pela Martins FontesDa imagem do Naturalista tradicional pintada acima, come莽amos a nos aproximar dos dias atuais, em que encontramos bel铆ssimos livros ilustrados que mostram o mundo do Naturalista. Como exemplo, posso citar o livro O Naturalista Amador do Naturalista e Conservacionista indo-brit芒nico Gerald Durrell (1925-1995), um livro editado no Brasil e em Portugu锚s pela Martins Fontes ainda em 1984, numa 贸tima iniciativa. O valor dessa obra est谩, justamente, em apresentar o universo do naturalista amador e profissional ao p煤blico de todas as idades, de forma carism谩tica como merece o tema, dividida em regi玫es do hemisf茅rio norte e fartamente ilustrada com lindos desenhos, al茅m da primorosa fotografia, parte indispens谩vel do ambientalismo moderno, que busca registrar, de todas as formas, o objeto do seu amor e interesse. S茫o livros como esse que nunca deveriam faltar nas salas de aula, onde precisar铆amos ter tamb茅m obras nacionais e sobre a natureza da Am茅rica do Sul, produzidas com qualidade e esta vis茫o maior, empregando os muitos grandes artistas do Brasil para isso, 茅 claro! 脡 preciso um esfor莽o coletivo para reavaliar a educa莽茫o, despertar e orientar o interesse natural de crian莽as e jovens pelo universo que nos cerca de forma din芒mica e aprofundada, transcendendo modismos ecol贸gicos, o conhecimento superficial e a ci锚ncia 'pasteurizada' bem antes de escolherem suas profiss玫es, para que mais pessoas cheguem 脿 vida adulta ainda despertas e vivas no que diz respeito 脿 sua liga莽茫o fundamental com a vida e em condi莽玫es de demonstrar essa vis茫o de v谩rias maneiras. Ainda 茅 tempo e pode ser feito aqui e ali.

"脡 um milagre que a curiosidade sobreviva 脿 nossa educa莽茫o formal" -Albert Einstein.

Comparando o passado com o panorama atual, nota-se que a forma莽茫o cultural-acad锚mica do naturalista de antigamente era mais abrangente. Era uma forma莽茫o multidisciplinar, direcionada 脿s ci锚ncias naturais, sem distin莽茫o de 谩reas, o que faz falta hoje: uma forma莽茫o multidisciplinar que n茫o se prenda aos preconceitos cient铆ficos modernos e ouse ir al茅m da no莽茫o estacion谩ria da Origem das Esp茅cies, de Darwin. Parece e 茅 uma contradi莽茫o: a evolu莽茫o, em si, n茫o pode ser estacion谩ria, mas sua no莽茫o, sim, se a compreendemos e a aplicamos de forma est谩tica ou superficial, sem perceber que h谩 mais a observar al茅m da no莽茫o de lutas das esp茅cies entre si para a propaga莽茫o do mais forte, a chamada sele莽茫o natural. 脡 preciso estar disposto a ir muito al茅m, desbravando o resto e vendo onde nos encaixamos, ou seja, trata-se de transpor o debate est茅ril do criacionismo versus darwinismo, de educar cora莽玫es e mentes para unir a pesquisa cient铆fica 茅tica e s茅ria com as no莽玫es de evolu莽茫o e despertar a consci锚ncia para uma investiga莽茫o proveitosa e fascinante. A ilustra莽茫o naturalista pode e deve ajudar nesse processo, materializando imagens que inspirem essa busca.

Em contrapartida, o naturalista moderno que 茅 mais visto como um conservacionista, pela mudan莽a dos tempos, possui uma qualifica莽茫o mais especializada, com uma forma莽茫o como bi贸logo ou ambientalista, ou ainda como ornit贸logos dedicados 脿 observa莽茫o, documenta莽茫o e capta莽茫o dos sons das aves atrav茅s da t茅cnica da bio-ac煤stica, para a cria莽茫o de vastos bancos de informa莽玫es, guias de campo e bancos de sons (como fizeram o ornit贸logo e professor franc锚s no Brasil pela Unicamp, Jacques Viellard -falecido em 2010- e Bob Planqu茅, doutor em matem谩tica, criador do maior banco de sons de aves do mundo) para ter a fundamenta莽茫o cient铆fica necess谩ria tanto para a an谩lise quanto para o diagn贸stico de provid锚ncias a serem tomadas para cada estudo ou solu莽茫o de problemas, nesses casos s茫o mais raros os que desenham e ilustram como os Naturalistas de Campo de antes, principalmente no Brasil, e caso o fa莽am, n茫o chegam ao conhecimento do p煤blico como tal, deixando de se reconhecer nossos Naturalistas, seja pelo p煤blico em geral, pela m铆dia e pelas crian莽as nas escolas que pouco ou nada sabem desse universo. Por茅m, essa ineg谩vel vantagem do arsenal moderno de sua forma莽茫o t茅cnica pode ser seu maior problema, em raz茫o de muitas vezes ficar restrita ao seu campo de observa莽茫o e ao que 茅 aceito como 鈥樏簍il鈥 de ser pesquisado, salvo seus estudos pessoais que complementem sua forma莽茫o como pessoa, mas que, infelizmente, ainda n茫o s茫o reconhecidos do ponto de vista profissional, pois a sociedade e a comunidade cient铆fica atuais tendem a ver mais as credenciais que o profissional possui de sua forma莽茫o acad锚mica normal, ou seja, se ele se encaixa no modelo atual, do qual depender谩 seu sucesso na carreira e a obten莽茫o de verbas para suas pesquisas. A sensibilidade do Naturalista observador, intuiitivo e mais sintonizado com a realidade do mundo natural, capaz de se tornar UM com a Vida 脿 sua volta e retrat谩-la em desenhos e artes para a compreens茫o de outros, acaba sendo na maioria das vezes ignorada e esquecida em favor de uma abordagem puramente t茅cnica, acad锚mica, voltada para pol铆ticas ambientais e industriais de explora莽茫o dos recursos naturais por lucros, na busca insaci谩vel por pareceres t茅cnicos favor谩veis para continuar a expandir a extra莽茫o das benesses da natureza, dando pouco ou nada em troca que tenha valor de fato, seja das florestas, das 谩guas ou do seu subsolo, na quase totalidade das vezes sem saber notar ou compreender a resson芒ncia entre as partes, o significado e fun莽茫o de um dado ecossistema al茅m de sua an谩lise material fria ou mesmo onde nos encaixamos nisso e qual 茅 de fato nosso papel, indo al茅m dos  temas ecol贸gicos que estejam em voga em cada 茅poca. Isso n茫o 茅 uma cr铆tica generalizada, pois se deixa espa莽o para todos os acertos de profissionais corajosos aqui e ali, no Brasil e no mundo, que est茫o vivenciando algo mais real e profundo.

EstudosA excessiva especializa莽茫o, resultado da chamada era da raz茫o e da an谩lise, apesar de sua tamb茅m ineg谩vel import芒ncia, possui outra grande limita莽茫o inerente: torna cada vez mais raro o surgimento de pessoas capazes de ver o todo, al茅m das partes de sua especializa莽茫o, e disso extrair conclus玫es mais abrangentes e 煤teis. A proximidade com a realidade exige que saibamos ver a resson芒ncia entre as partes. E como tudo 茅 um s贸 organismo interdependente, em que h谩 influ锚ncia de uns sobre os outros de forma din芒mica, tais segredos n茫o est茫o somente 鈥榣谩 fora鈥 ou debaixo das lentes de um poderoso microsc贸pio eletr么nico, mas tamb茅m em cada um de n贸s. In煤meros estudos mostram essa interdepend锚ncia, tanto que 茅 at茅 鈥榩oliticamente correto鈥 afirmar que o que fazemos ou deixamos de fazer com a natureza nos afeta e afetar谩 o futuro de nossos filhos. Assim, n茫o errar铆amos por muito se afirm谩ssemos que isso n茫o 茅 misticismo ou especula莽茫o sem base, e sim a ci锚ncia do futuro que dever铆amos estar construindo hoje, de forma mais ativa. Isso 茅 a evolu莽茫o das no莽玫es ecol贸gicas mais superficiais que aiinda desconhecem a profundidade dessa resson芒ncia e interdepend锚ncia que vai muito al茅m do que 茅 ensinado nas escolas que formam nossos profissionais do meio ambiente. Precisamos de pessoas que possam opinar, multidisciplinarmente com autoridade intelectual e moral, sobre as quest玫es 茅ticas prementes, e n茫o apenas sobre sua 谩rea, gerando pol锚micas infindas. Sem uma forma莽茫o mais global, ficam dif铆ceis o di谩logo e a troca de opini玫es que dependem mais de sabedoria universal sobre as leis da vida do que da especializa莽茫o que n茫o leva em conta essa resson芒ncia e est谩 presa a regras dogm谩ticas que ignora propositalmente o conhecimento mundial ancestral e oculto que temos, contentando-se em estudar e divulgar somente o que interessa e foi estabelecido como 'real', ou seja, somente os efeitos e n茫o suas causas reais quando estas v茫o al茅m da mat茅ria.

Mesmo com as diferen莽as que vimos acima entre o naturalista de antes e o de hoje, ainda assim h谩 um fio condutor que une as formas mais tradicionais e as mais modernas da profiss茫o e este 茅 justamente seu foco que ainda est谩 estacionado na an谩lise dos esp茅cimes, quantificando e qualificando suas partes, supondo ser suficiente s贸 extrair por esse m茅todo os resultados desejados tanto para a chamada conserva莽茫o dos ecossistemas quanto para o desenvolvimento de produtos lucrativos para a ind煤stria e agradar seus acionistas sempre zelosos do seu patrim么nio e mais nada. Da no莽茫o original de evolu莽茫o darwiniana para os tempos de hoje, 茅 evidente ter prevalecido uma no莽茫o de evolu莽茫o puramente material das esp茅cies, apenas por motivos de propaga莽茫o da pr贸pria esp茅cie e de sobreviv锚ncia; da铆 tamb茅m o foco dos artistas ter reca铆do, na maior parte, em retratar de forma que valorizasse a anatomia e a forma biol贸gica f铆sica como 煤nica coisa a ser vista no mundo natural. Esse modelo, sem d煤vida, importante e necess谩rio para a 茅poca em que foi apresentado a um mundo que precisava saber essas informa莽玫es, pode ser insuficiente hoje e, certamente, o ser谩 para o futuro, pois o homem moderno n茫o pode mais basear sua trajet贸ria de vida apenas na no莽茫o de acaso e necessidade de sobreviv锚ncia, para explicar o fen么meno vida e nortear seu comportamento.

groupH谩 outras tend锚ncias que tamb茅m foram desenvolvidas paralelamente desde o s茅culo 19 at茅 os dias de hoje e que est茫o em franca aplica莽茫o no mundo, mas que, estranhamente, n茫o tiveram a oportunidade ainda de serem conhecidas e assimiladas por muitos no Brasil, pela  influ锚ncia cultural centralizada em determinados modelos, pela oficializa莽茫o do que deve ou n茫o ser estudado nas universidades e escolas de base, pela barreira da l铆ngua e falta de obras desse quilate devidamente traduzidas e publicadas para o p煤blico brasileiro, pela falta de mat茅rias s茅rias e respons谩veis nos meios de comunica莽茫o em geral, pela falta de livros, manuais e guias nacionais de qualidade e profundidade, pela crassa ignor芒ncia da maior parte da classe pol铆tica sobre os aspectos mais profundos do fen么meno Vida e quest玫es sobre o meio-ambiente sem contar seu desinteresse e atraso cultural, al茅m dos esmagadores e gigantescos interesses financeiros que n茫o permitem que se saiba a verdade sobre esse vital assunto, 贸bviamente influenciando e controlando os outros obst谩culos mencionados at茅 aqui e da consequente press茫o para definirmos nossas profiss玫es e opini玫es dentro do que j谩 existe e 茅 aceito, agora, sim, para garantir nossa sobreviv锚ncia e empregos, numa ir么nica imita莽茫o das leis darwinianas de sele莽茫o do mais forte. S茫o cientistas, naturalistas, bioqu铆micos, horticulturistas, f铆sicos, conservacionistas e bi贸logos de forma莽茫o abrangente e de todas as latitudes do planeta, que deram a si mesmos uma educa莽茫o profunda das Leis da Vida que ainda n茫o se encontra nas escolas. S茫o pessoas de g锚nio, vis茫o, sensiblidade apurada, de alt铆ssima compet锚ncia, habilidade e grande retid茫o moral que produziram obras e resultados de grande alcance e magnitude, para depois serem, em muitos casos, ignoradas e at茅 tratadas como anticient铆ficas (numa tentativa desesperada de bloquear a verdade), um verdadeiro absurdo, por sinal, principalmente porque a grande maioria foram feitas com rigor cient铆fico e resultaram em v谩rios tomos de milhares de p谩ginas, com experimentos que podiam ser reproduzidos por outros pesquisadores com resultados id锚nticos (um dos preceitos de aceita莽茫o do chamado 鈥榤茅todo cient铆fico鈥) embora, a rigor, se queremos ser mesmo cient铆ficos hoje em dia, temos que saber que nem essa t茫o batida repetibilidade exigida cegamente 茅 verdadeira pois a moderna f铆sica qu芒ntica est谩 finalmente provando aos c茅ticos obstinados que os experimentos s茫o influenciados pela pessoa do pesquisador e que portanto, todas as suas id茅ias, mentalidade, inten莽茫o, sentimentos, n铆vel espiritual, car谩ter e humor no momento influem muito nos resultados!

脡 chocante e assustador lermos num jornal, depois disso, que o Brasil, agora em junho de 2010, foi considerado o pa铆s onde h谩 o maior mercado de agrot贸xicos e pesticidas do planeta (os venenos proibidos no primeiro mundo s茫o mandados para c谩 para serem usados normalmente e a maioria das pessoas n茫o sabem e a m铆dia n茫o exige explica莽玫es das autoridades ou durante os compromissos eleitorais para parar imediatamente com isso, destacando os respons谩veis...), e onde h谩 o maior uso de agrot贸xicos por hectare cultivado no mundo e com um alto grau de contamina莽茫o de seus alimentos, (n茫o se pensa nisso quando nutricionistas na tv indicam frutas e verduras para "uma dieta balanceada" e "fresquinho da feira livre"...) quando ter铆amos a maior voca莽茫o para liderar esse setor com m茅todos naturais de fato e em grande escala, dadas nossa privilegiad铆ssima geografia, dimens玫es, biodiversidade e variedade de alimentos, ervas e climas al茅m de sermos um pa铆s jovem e por isso, te贸ricamente, mais livre do peso cultural e da maior rigidez das tradi莽玫es cristalizadas do chamado velho mundo - al茅m das press玫es financeiras das multinacionais que ditam os rumos do mundo - que l谩 se fazem sentir talvez mais do que aqui; mas para isso n茫o bastam voca莽茫o e condi莽玫es para essa independ锚ncia verdadeiramente saud谩vel: 茅 necess谩rio Vis茫o, Integridade e Vontade que sempre esperamos de nossos governantes e empreendedores. Com tudo isso, ainda vivemos o absurdo paradoxo de pagar mais caro por alimentos que n茫o cont茅m isso ou aquilo, ou seja possuem menos algo mas custam mais e se diz ent茫o que s茫o mais saud谩veis, admitindo com isso que o alimento "normal e beneficiado" n茫o o 茅, mas quem presta aten莽茫o e se arrisca a fazer algo se o importante 茅 nos distrairmos cont铆nuamente da nossa Realidade Maior e festejar, n茫o se sabe o que, buscando mais o escapismo do que a verdade? Diversas pessoas de g锚nio  pelo mundo fizeram outras escolhas para si e suas profiss玫es e por isso n茫o recebem o devido reconhecimento. Mas para haver reconhecimento 茅 preciso primeiro haver uma sociedade mais madura e depurada de tudo isso e menos prisioneira da ilus茫o di谩ria.

bose脡 o trabalho, por exemplo, do brilhante cientista Indiano Jagadis Chandra Bose que, antes de 1900, diante da Real Academia de Ci锚ncias da Inglaterra, j谩 havia amplamente demonstrado as rea莽玫es dos elementos considerados n茫o-viventes com seu Cresc贸grafo 鈥 evidenciando que n茫o existe a suposta fronteira entre o vivente e o n茫o-vivente, que tudo possui vida 鈥 e subseq眉entes equipamentos t茫o precisos e sens铆veis que at茅 hoje n茫o temos nada igual, al茅m de outras descobertas espetaculares, todas comprovadas com o rigor cient铆fico necess谩rio em tomos descritivos de mais de mil p谩ginas. Um museu em sua homenagem pode ser visitado na 脥ndia.

carverOu o trabalho delicado e espetacular do sensitivo e ex-escravo norte-americano, tornado bioqu铆mico e artista, George Washington Carver, que demonstrou tamb茅m, nos idos de 1800, seu toque assombroso e sua comunica莽茫o direta com as plantas criando centenas de produtos que, ainda hoje, s茫o fundamentais na economia mundial, como os in煤meros derivados do amendoim. E o que dizer de Viktor Schauberger, genial inventor, observador naturalista e guarda florestal austr铆aco, que revelou as espetaculares propriedades da 谩gua, como ela se move, os efeitos da chamada 谩gua morta em nossas vidas, as energias vivas da 谩gua, os movimentos vorticosos, que s茫o o fundamento de tudo na natureza e o motor a implos茫o baseado nos pr贸prios m茅todos da natureza, resultando no que j谩 deveria ter sido, uma total revolu莽茫o na hidrologia moderna? viktor schaubergerUm trabalho maravilhoso de v谩rios volumes e v铆deos de conhecimento essencial, h谩bilmente resgatados pelo seu bi贸grafo, Callum Coats, mas ainda indispon铆veis em portugu锚s, ap贸s tantas d茅cadas.  Esses e tantos outros foram, podemos dizer, geniais naturalistas de verdade, sendo artistas tamb茅m ou n茫o, pois estavam sintonizados com a Realidade Maior, sublime e verdadeira, mas que ainda nos resta tomar consci锚ncia de sua exist锚ncia, estudar e principalmente fazer, em pleno ano de 2010, pois, apesar do progresso, ainda perdemos muito tempo em caminhos errados, disputas por interesses e futilidades para termos os necess谩rios "olhos de ver".

"A Ci锚ncia sem a Espiritualidade 茅 aleijada. A Espiritualidade sem a Ci锚ncia, 茅 cega" -Albert Einstein, em um Simp贸sio sobre Ci锚ncia, Filosofia e Religi茫o.

Esta forma de ver o mundo natural e muito mais pode ser comprovada no excelente estudo mundial publicado por Peter Tompkins e Christopher Bird em sua essencial e 煤ltima obra: Secrets Of The Soil de 1998 (Segredos do Solo 鈥 n茫o por acaso, na capa original est茫o em destaque as primeiras letras do t铆tulo: S.O.S.) um precioso livro, aclamado pela cr铆tica especializada, que precisaria ser traduzido para o Portugu锚s e que 茅 a seq眉锚ncia do igualmente maravilhoso livro anterior The Secret Life of Plants de 1974 (A Vida Secreta das Plantas tompkins e bird鈥 que chegou a ser publicado em Portugu锚s mas sem receber a devida aten莽茫o ou valor, evidenciando que o Brasil ainda n茫o estava maduro para seu soberbo conte煤do), uma espetacular amplia莽茫o sobre o que a cientista, escritora, ec贸loga e naturalista norte-americana Rachel Carson escreveu no seu famoso livro Silent Spring (Primavera Silenciosa) de 1962 que abalou o mundo com suas den煤ncias cient铆ficas sobre a toxicidade dos pesticidas e suas gravissimas consequ锚ncias para toda a Vida na Terra. Ambos os livros de Tompkins e Bird mostram as descobertas e os resultados reais e cient铆ficos de dezenas de pessoas especiais por todo o mundo desde meados de 1800 at茅 os dias de hoje, que desenvolvem projetos s茅rios mundo afora, exemplos que exigem uma urgente revis茫o dos conhecimentos atuais, sem o que, poucas escolhas poder茫o ser acertadas para se evitar o choque de retorno dessa omiss茫o. S茫o projetos pioneiros e de grande significado como os desenvolvidos em Perelandra nos EUA e na Funda莽茫o Findhorn na Esc贸cia at茅 hoje.

(para mais informa莽玫es sobre isso, veja a se莽茫o Links do meu perfil neste site ou acesse a se莽茫o Pelo Mundo do iDStudio).

carsonSe considerarmos esses triunfos da ci锚ncia 鈥榓lternativa鈥 como v谩lidos e importantes, veremos que h谩 uma urgente necessidade de se admitir uma evolu莽茫o mais abrangente e menos ditada pelo acaso e pela mera sobreviv锚ncia das esp茅cies. Se formos nessa dire莽茫o, seremos for莽ados a aceitar que ainda n茫o entendemos este mundo e que 茅 temer谩rio intervir em algo que n茫o compreendemos totalmente, como fazemos com o planeta e com os seres que nela habitam, mesmo sob press茫o dos lucros, pois para tudo haver谩 conseq眉锚ncias. Intervimos na mat茅ria, acreditando conhecer suas leis; procuramos salvar esp茅cies em extin莽茫o sem saber se h谩 leis para isso numa natureza que j谩 cuida de tudo; por outro lado, criamos esp茅cies para abate como recurso para 鈥榩roteger os animais silvestres鈥 e lucrar ao mesmo tempo. Pensamos na polui莽茫o material qu铆mica de rios, mares e len莽贸is fre谩ticos, enquanto a polui莽茫o energ茅tica, as leis das afinidades, a matriz et茅rica das formas vivas do mundo e in煤meros outros fatos de cunho cient铆fico-avan莽ado s茫o ainda pouco conhecidos e descartados pela ci锚ncia acad锚mica. Como louvar e acreditar em provid锚ncias, leis e prote莽玫es ambientais que desconhecem, abafam e ainda n茫o sabem respeitar todo esse arcabou莽o de conhecimento essencial que est谩 no mundo h谩 muito tempo? N茫o podemos mais separar as coisas pois toda a Cria莽茫o 茅 um todo ressonante e interdependente que possui um prop贸sito grandioso onde nos inserimos como os 煤nicos seres com permiss茫o para escolher como queremos viver; um pop贸sito que 茅 muito mais amplo e profundo do que 茅 mostrado mesmo nas teorias modernas sobre ecossistemas que gravitam somente em torno de um modelo mecanicista-utilit谩rio gerado pelo acaso de combina莽玫es fort煤itas ou for莽adas, ainda despertando o interesse pol铆tico do homem moderno, na maior parte, somente quando sua sobreviv锚ncia ou lucros s茫o amea莽ados, um modelo enfim, que n茫o poderia ser mais distante da Realidade.

"A Natureza inteira come莽a a nos sussurar seus segredos atrav茅s dos seus sons. Sons que foram um dia incompreens铆veis para nossa Alma, agora se tornam uma Linguagem da Natureza, repleta de significado." -Rudolph Steiner / 1861-1925 (Iluminado fil贸sofo, conferencista e clarividente Austro-H煤ngaro que esteve 脿 frente da Teosofia, depois fundador da Antroposofia, que desenvolveu a Teoria do Conhecimento, legando ao mundo um vasto manacial de palestras e revela莽玫es sobre o funcionamento do Mundo Natural).

Um Valor de Perman锚ncia

脡 imperativo haver uma NOVA MENTALIDADE em rela莽茫o ao mundo natural e o papel e forma莽茫o do Naturalista/Cientista/Metaf铆sico (hoje em dia isto j谩 est谩 em curso -urgente- como uma necessidade do mundo mudar seu paradigma coletivo, sua vis茫o do mundo e etc., por茅m at茅 isso 茅 s贸 o in铆cio pois ainda n茫o reconhece a imaterialidade causal da vida e suas consequ锚ncias) enfim, precisamos n茫o somente de discursos repetitivos de sustentabilidade em cada esquina, como o novo modismo ecologicamente correto, mas uma forma莽茫o mais profunda e s谩bia que fa莽a convergir as 谩reas da biologia, da bot芒nica, da qu铆mica, da f铆sica, da agricultura e mesmo da engenharia, da pol铆tica, da economia e da ind煤stria, para uma unifica莽茫o, uma coopera莽茫o, uma compreens茫o de S铆ntese que saiba assimilar essa Realidade Maior com integridade e sensibilidade desenvolvidas, eliminando a separa莽茫o que existe entre elas para que possam ver o TODO da Cria莽茫o que nunca esteve separado (茅 preciso nunca esquecer que, pelo fato de n贸s criaturas precisarmos separar o Saber em 谩reas para facilitar e organizar seu estudo, fomos perdendo a perspectiva disso e hoje est谩 tudo separado em 谩reas de especialidades que quase nunca se comunicam realmente entre si ou fora de uma vis茫o meramente material dos fatos e por isso n茫o tem vis茫o de conjunto ou profundidade das verdadeiras causas dos fen么menos f铆sicos e seu desabrochar na Evolu莽茫o). O Cosmos, o Universo, os Seres, o meio ambiente, a Natureza, enfim TUDO est谩 ligado, numa resson芒ncia de reciprocidade (verific谩vel at茅 no n铆vel at么mico como sempre mostrou o Ocultismo s茅rio e que hoje se comprova outra vez com os progressos da F铆sica Qu芒ntica...) onde s贸 n贸s ainda n茫o sabemos nosso lugar, nosso papel, ou melhor esquecemos e fomos induzidos a esquecer com a era industrial e hoje pagamos o pre莽o por essa grave distor莽茫o dos fatos, com doen莽as, desequil铆brios v谩rios, rea莽玫es clim谩ticas e psicoses coletivas. 脡 tamb茅m preciso come莽ar por admitir, aceitar e entender que N脙O H脛 distin莽茫o entre os seres chamados "viventes" dos "n茫o-viventes", pois TUDO possui um grau de consci锚ncia seja desperta ou latente e isso muda completamente nossa rela莽茫o com o chamado meio ambiente. Isso j谩 foi plenamente demonstrado cient铆ficamente desde o final de 1800 (!) mas vem sendo sistematicamente abafado ou banalizado para manter as coisas como est茫o, ou pior: avan莽ando na dire莽茫o errada de mais d铆vida do ser humano para com toda a Cria莽茫o 脿 sua volta. Disso podemos concluir com seguran莽a que nenhuma medida "ecol贸gica" ou de "desenvolvimento sustentado" pode ter legitimidade, profundidade, efic谩cia real ou Valor de Perman锚ncia sem esse conhecimento.

Capa da revista Com Ci锚ncia AmbientalS茫o nessas vertentes que me inspiro e procuro desenvolver meu trabalho de ilustra莽茫o e design naturalista, entre outras coisas, a partir do meu est煤dio e arte e texto que fica no estado de S茫o Paulo e que existe h谩 mais de 30 anos. Penso que a ilustra莽茫o naturalista pode e deve ser algo que ajude as pessoas a visualizar e sentir o belo incomum e o invis铆vel, mostrando a magia real do fen么meno vida, sem que isso signifique misticismo. O sentido que dou a essa forma de arte 茅 algo distante de ser arte ecol贸gica, ambientalista, de bot芒nica etc., pois, nesses setores, j谩 existem pessoas fazendo um  trabalho bel铆ssimo e necess谩rio. Como ilustrador, emprego tanto as t茅cnicas tradicionais de pintura quanto as digitais, incluindo os recursos de refer锚ncia fotografia digital instant芒nea que existe hoje para alcan莽ar o objetivo da imagem final que desejo criar. Adoro descobrir e perceber a liga莽茫o de coisas aparentemente relegadas a um segundo plano, para formar uma s贸 imagem. Por exemplo, a arte da capa que fiz para a edi莽茫o da revista Com Ci锚ncia Ambiental (foto) de 2007 da  Editora Casa Latina, onde foi mostrado o universo do Ilustrador Naturalista pela primeira vez no Brasil (at茅 onde eu sei!), nasceu da combina莽茫o de diversas coisas. O peixe surgiu h谩 algum tempo quando eu pensava em poder captar no papel suas lindas cores e padr玫es. Na minha frente, estava um copo com restos de tinta em suspens茫o, onde lavava meus pinc茅is. Esses sedimentos de tinta verde e amarela formavam uma textura sensacional e eu pensei que combinaria muito bem com o que estava criando. Na ocasi茫o, precisei parar sem terminar, e a ilustra莽茫o ficou guardada por muito tempo. Depois, com o surgimento dos computadores, foi poss铆vel resgatar e terminar essa imagem da forma como queria. Este 茅 um exemplo entre muitos do processo criativo e dos caminhos que as coisas tomam.

artworkEm nossas andan莽as, ou mesmo em nosso quintal, meus filhos e eu acabamos sempre encontrando coisas fascinantes, como um naturalista em campo (!). Numa dessas ocasi玫es, encontrei e fotografei um espetacular e diferente tronco recoberto de musgo e, certo dia, comecei a fazer a pintura digital dessa composi莽茫o, como sendo algo natural do fundo do mar. As linhas energ茅ticas que aparecem na imagem nos lembram das for莽as que presidem e controlam os fen么menos da vida 鈥榥os bastidores鈥 do espectro vis铆vel. Desse tipo de inspira莽茫o nasceu o que chamo de Nova Consci锚ncia Naturalista e Arte Orientada por Evolu莽茫o, a qual prop玫e justamente um foco maior por parte dos novos naturalistas nas causas (for莽as primordiais e elementais) e suas intera莽玫es, e n茫o somente nos efeitos (mat茅ria) sobre nossa aprecia莽茫o do mundo natural e maior responsabilidade tamb茅m do artista com suas produ莽玫es, para que essas sejam cada vez mais norteadas pelo que realmente 茅 煤til e leg铆timo de ser produzido, mesmo que fora do ambiente naturalista, especialmente quando voltado para o p煤blico infantil, que ser谩 influenciado pelo que lhe for mostrado.

Por isso, est谩 em nossas m茫os guiar essa absor莽茫o para coisas afinadas com as leis da natureza e da vida ou n茫o, com suas correspondentes conseq眉锚ncias.  Mesmo sem se 鈥榓provar鈥 uma educa莽茫o baseada em conhecimentos do imponder谩vel, h谩 de se reconhecer a necessidade de rever diversos conceitos e que a Arte Naturalista pode ajudar.

carac贸isValorizar o que 茅 nosso 茅 importante tamb茅m atrav茅s da arte naturalista, pois temos, no Brasil, um enorme territ贸rio para explorar com este novo olhar, e muita gente pode dar sua contribui莽茫o, sua vis茫o, sua experi锚ncia pessoal.  A inten莽茫o 茅 ir al茅m do meramente comercial, fazendo uma ponte visual, quase viva, entre o homem e seu meio ambiente, ou seja, com trabalhos que trilhem caminhos que nos permitam seguirmos juntos na busca por um mundo mais equilibrado, mais justo e sincero, porque a verdadeira justi莽a deve ser praticada antes de tudo, para com o planeta que nos cede espa莽o, e, como conseq眉锚ncia natural, para com todos os seres vivos e a humanidade sem fronteiras. Com o melhor do passado e a consci锚ncia desperta do presente podemos mudar o futuro para melhor. Utopia? N茫o, apenas bom senso, na pr谩tica. Isso, sim, 茅 Evolu莽茫o.

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Robert Rajabally 茅 brasileiro de descend锚ncia indo-brit芒ncia, Tradutor nativo do Ingl锚s, Ilustrador Naturalista e Designer gr谩fico. Como ilustrador, est谩 no mercado h谩 mais de 30 anos com um trabalho de arte e texto que abrange desde a ilustra莽茫o Naturalista, Editorial/Publicit谩ria at茅 Quadrinhos, Infanto-Juvenis, Industrial e Institucionais. Entre outras coisas, vem desenvolvendo este projeto do site Hist贸ria & Arte / Natureza para convergir o tema Naturalista em um s贸 local organizado e carism谩tico como o tema merece e que faltava na internet brasileira. Para conhecer mais sobre esse trabalho e ler os textos que prosseguem e d茫o fundamento a estas iniciativas, basta acessar o site do seu iDStudio: www.idstudio.art.br e ver a se莽茫o de Links do artista neste site, onde muita coisa interessante e essencial foi postada.

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Se voc锚 gostou deste texto, n茫o deixe de ler tamb茅m o texto sobre os Esp铆ritos da Natureza (veja o menu Artigos acima) onde estes assuntos s茫o desenvolvidos noutra dire莽茫o, complementando estes conceitos com mais informa莽茫o essencial.

Artistas membros do H&A/N podem postar aqui seus artigos relacionados aos temas deste site.

--> Conhe莽a e partiicipe do nosso novo blog Sintonia, onde artes e estudos que ilustram e inspiram estas id茅ias est茫o sendo postadas para intera莽茫o. Agradecemos sensibilizados, a todos pela participa莽茫o, apoio e coment谩rios.

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脷ltima atualiza莽茫o em Dom, 31 de Maio de 2015 18:57
 




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