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Seção: Bandas
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Entrevista com os Irrevogáveis 

Irrevogáveis é um conjunto de pop rock formado em 19 de março de 2002 por Artur Porrete (contra-baixo), Tássio Ramos (bateria) e Tarciso Souza (guitarra e vocal), que já fez várias apresentações importantes na cidade e na região do Grande ABC, como no 3º Festival do Chocolate, em julho de 2007. Em novembro de 2007, Tarciso nos concedeu a seguinte entrevista:

 

H&A: Como surgiu a idéia de montar uma banda?

Tarciso: Então cara, tipo assim, a gente tava na escola, eu o Tácio e o Arthur, desde pequenininho a gente queria tocar. Sempre quisemos fazer música. Aí juntou o útil ao agradável e aí a gente começou a estudar primeiro. Eu fui O primeiro a começar a fazer aula, daí o Tácio comprou uma bateria Junior velha lá, e aí começamos a tocar. A idéia foi mútua.

H&A: Quais são as suas influências?

Tarciso: Hoje as nossas influências tem desde MPB pra hardcore mesmo, temos influência de SOAD também, mas já faz um tempinho que a gente não pega tanto como no começo. Mas agora é mais hardcore e as músicas novas tem uma pegadinha de MPB também.

H&A: O que vocês jamais ouviriam?

Tarciso: Não sei, não tem nada, porque eu acabo ouvindo tudo. O nosso pensamento é que sempre existe dois tipos de música: música boa e música ruim. Mas isso varia de pessoa pra pessoa. Pra mim música ruim é... cara, eu não gosto de pagode. Mas da última vez que a gente tocou, a gente teve que tocar pagode. É uma relação de músico mesmo. Às vezes a gente tem que tocar não pra gente, tem que tocar pro público mesmo.

H&A: Sobre o que falam as letras de vocês, em geral?

Tarciso: Geralmente... de amor, de desilusão amorosa, de críticas, e tem algumas de coisas mais políticas.

H&A: Vocês passaram por várias fases durante esses 5 anos de banda, muita gente entrou e saiu da banda, mas sempre manteve a base inicial: você, Arthur e Tácio. Você acha que essa formação é a ideal?

Tarciso: No momento sim, cara. Porque é difícil a gente colocar agora outra pessoa na banda que vai ter que levar um tempo de entrosamento, até chegar do jeito que a gente está. A gente tá tocando, e um já olha pra cara do outro e já sabe o que que tem que fazer na hora. Então, no momento, é a formação perfeita.

H&A: Vocês foram finalistas no concurso de bandas da região e tocaram no 3º Festival do Chocolate, um evento de grande prestígio da cidade. Isso ajudou muito ao crescimento da banda?

Tarciso: É experiência. Por mais que tenha ficado em 2º lugar no concurso e ter tocado no festival, não teve uma divulgação muito grande.

H&A: Ganharam muitos fãs...?

Tarciso: Ah, tinha muita gente que nunca tinha ouvido a banda e passou a conhecer por causa desses eventos... mas vai pro currículo da banda, isso é bom, lá na frente vai pesar isso.

H&A: Vocês já lançaram 2 Álbuns, "Nova História" em 2006 e um álbum virtual (sem título) lançado na internet, em 2007. Vocês tem planos pra um novo disco?

Tarciso: Pra 2009. Porque a banda precisa passar por um processo de crescimento, juntar um pouco de capital...

H&A: Pra ter uma boa produção?

Tarciso: Não só produção, pra poder bancar mesmo. Analisando as bandas que estão hoje na mídia, dá pra perceber que todo mundo ali tem ou uma mãe rica ou um papaizinho rico que banca, ou pelo menos bancou no início, pra eles chegarem aonde estão. A gente não tem isso. Então o que a gente tá pensando em fazer é pegar a banda agora, ensaiar, fazer algumas coisas de baile, pra arrecadar dinheiro pra banda, pra em 2009 a gente conseguir investir na banda mesmo, como Irrevogáveis com músicas próprias. Esse é o nosso plano, pra 2009. 2008 é só correria mesmo. A gente vai até ter que chamar alguns músicos pra tocar com a gente, porque em 3 pra fazer baile é difícil, porque é muita coisa que tem que tocar... mas o dinheiro que a gente vai receber dos bailes que a gente ta pretendendo fazer, é pra pagar a parte dos músicos e o resto vai ser depositado numa conta pra gente investir lá na frente.

H&A: Se a banda tivesse outro nome, qual seria?

Tarciso: Cara, já teve muitos nomes mas... já faz 3 anos que a gente tá com o nome Irrevogáveis e depois disso nunca mais pensamos em nome, é esse nome mesmo, e graças à Deus, já tá um pouquinho difundido na cidade.

H&A: Por que os outros integrantes da banda saíram?

Tarciso: Alguns por problemas pessoais, outros por decisão própria, acharam que não era mais a cara deles tocar na banda, queriam trabalhar, cuidar da vida, e aí acabaram saindo da banda.

H&A: Vocês já abriram algum show de bandas grandes?

Tarciso: A única banda que a gente abriu, a maiorzinha, foi o Hateen, no Catedral, em Santo André.

H&A: Qual foi o melhor show de vocês?

Tarciso: Por incrível que pareça, pra mim foi tocar ali na rua Turquia 106, a gente tocou e foi mesmo com a alma, foi num palquinho de madeira de 2x2 mas foi a coisa mais legal.

H&A: Quando que foi esse show?

Tarciso: Foi em 2005... só que cara, foi o show mais legal que a gente fez, porque a gente tava na vibe mesmo pra tocar e foi o melhor. Mesmo sendo numa garagem, foi o melhor.

H&A: Muitas outras bandas tocaram nesse show?

Tarciso: Tocou várias bandas aqui de Ribeirão... Siderais, Doidywannas Ap., Limboo... tocou muitas bandas daqui de Ribeirão, e tocou banda de São Paulo também, veio um ônibus até, nesse show. Foi muito legal.

H&A: Já aconteceu alguma coisa inesperada durante um show?

Tarciso: Ah... todo show tem coisa inesperada, ou é corda quebrada ou... o último que a gente fez tivemos que correr atrás de uma mesa de som, porque não tinha mesa de som no evento, a gente teve que ir na correria, o carro atolou, foi uma coisa doida cara. Foi loucura...

H&A: Tem alguém que sempre esteve com a banda, apoiando desde o início, que vocês gostariam de agradecer?

Tarciso: Minha mãe, cara. Minha mãe sempre, desde o início da idéia de montar uma banda, sempre nos deu força, sempre nos apoiou, e tá aí até hoje, pra ajudar a gente.

H&A: Vocês acabaram de lançar o single "Ceder" pela internet. Conte um pouco sobre sua composição. Você que escreveu a letra?

Tarciso: Fui eu que fiz, sim. Mas foi inesperado. Porque teve uns acontecimentos num final de semana, que me levaram a escrever a letra. Mas não foi exatamente o que eu senti, eu pensei em como a pessoa, com o que aconteceu com ela, deveria estar se sentindo. Em como ela tentaria expressar os sentimentos dela, e foi assim que eu escrevi a letra, não foi mesmo o que eu sentia.

H&A: E você já tinha a melodia em mente quando escreveu a letra?

Tarciso: Geralmente eu faço a letra primeiro e depois eu coloco a melodia em cima... mas também já teve muitas vezes em que eu tinha a melodia, que nem a primeira música que a gente fez, eu fiz uma melodia zuando com o ex-guitarrista da banda, porque ele tinha pego uma menininha lá, e comecei a aloprar ele com a melodia, depois passou um tempo, aí eu peguei aquela melodia e acabei escrevendo uma música, foi a primeira música da banda, "Platônico".

H&A: Como funciona o processo criativo dos Irrevogáveis?

Tarciso: Cara, o processo criativo é eu sozinho, sentado na sala, com meu caderno e uma caneta, e um violãozinho... aí depois eu faço a música, penso de um jeito, chego no ensaio e falo "ó, é assim assim assim", e os caras falam "não, mas dá pra fazer isso e isso e não-sei-o-que", e cada um dá uma contribuição em cima do que eu já montei, aí acaba saindo o som. É isso que a gente faz.


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