História e Arte da Estância Turística de Ribeirão Pires - São Paulo
Preservando a História Imprimir

A História dos que Preservam a História

Nenhuma história de cidade sobrevive sem aqueles que se dedicam a preservá-la seja por motivos profissionais como historiadores e jornalistas, seja pelo amor às memórias de um tempo que já não volta mais. Todos contribuem para isso com suas lembranças e na forma física de realmente guardar e proteger fotos, textos e objetos dos desgastes do tempo e do descaso de alguns para com as memórias de sua cidade.

São sempre as pessoas dedicadas, algumas quase anônimas outras bem conhecidas que acabam preservando partes da história, aqueles cujos olhos brilham com palavras como ‘reminiscências’ e ‘velhos tempos’ e que tem incontáveis estórias verídicas, engraçadas e espantosas sobre um passado nem tão distante.

o casal Del Corto em seu museu residencial
o casal Del Corto em seu museu residencial

História & Arte presta aqui sua singela homenagem para que as novas gerações possam saber não só um bocado sobre sua cidade e como ela veio a ser o que é, como saber da existência destas pessoas ilustres da nossa cidade que, não raro, converteram parte de suas residências em verdadeiros museus, empregando incontáveis horas nisso de forma livre e gratuita, como é o caso do Sr. Américo Del Corto e esposa e do Sr. Walter Gallo que sempre foram referência quando se trata de acervos, estórias e memórias de como era Ribeirão Pires antigamente. O Sr. Américo Del Corto, como músico e compositor, ainda participou da primeira escola de música da cidade como mostramos na seção de História deste site e tem um livro de memórias publicado e uma entrevista dada na Rádio Eldorado sobre tudo isso.

Walter Gallo e seu acervo
Walter Gallo e seu acervo

O Sr. Walter Gallo, em seu museu residencial que é sempre procurado também por reportagens diversas, possui o maior acervo de discos fonográficos antigos de todo tipo de música e que deve ter uns 5 mil discos raros! Temos também o Sr. Ivair Ferreira dos Santos, o muito conhecido Didi, que desde 1962 vem animando eventos e datas com seu Calouros do Didi, revelando talentos e contribuindo para uma diversão saudável e emocionante para tantos que passaram pelos seus programas, hoje com 79 anos ainda se entusiasma com a perspectiva de realizar mais um evento beneficente. Temos também o grupo informal dos Seresteiros Amigos (veja seção Cenário Musical) que reeditam sucessos do passado em praça pública para o encanto de tantos que sentem falta de tudo isso nos dias de hoje.

Por incrível que pareça, salvo as honrosas exceções de sempre, nem sempre autoridades municipais e cidadãos se dão conta do valor dessas pessoas e muitas vezes ainda faltam com as promessas feitas e a devida consideração e respeito para com estes e outros que tanto fizeram e ainda fazem pela nossa cidade, por amor a suas atividades freqüentemente sem cobrarem nada por tudo isso, cedendo de boa fé seus talentos e acervos aos que os procuram. O Brasil, como país, ainda carece de aprender a manter uma ética nos relacionamentos com seus próprios cidadãos, uma falta que continuará a trazer conseqüências constrangedoras enquanto for deixado como está. Mas todos podemos ajudar a consertar isso em nossas cidades, apoiando as melhores iniciativas públicas e ajudando a não deixar que nossas melhores memórias se percam, para que não mais aconteçam os descasos típicos, com acervos perdidos ou deixados à míngua sem explicação, que vemos através das décadas em toda parte e que só servem de mau exemplo para as novas gerações que sempre buscam e absorvem primeiro as referências locais antes de se aventurarem pelo mundo.

Didi relembrando os bons tempos!
Didi relembrando os bons tempos!

Mas se você já saiu de casa um dia, olhou em volta e se perguntou o que tinha aqui antes, ou como teria sido isto aqui há 50, 100, 500 ou 1000 anos atrás, uma idéia realmente fascinante que nos aguça a imaginação, procure dar uma olhada mais de perto nas pessoas que viveram um pouco disso e na história que existe e pouco a pouco uma imagem bem mais clara começará a emergir em sua mente e você, seus filhos e os filhos destes poderão enfim saber onde estamos, por que estamos e o que significa estar num lugar que possui uma História e uma Arte para ser contada e curtida por todos.

Se você fez parte da nossa história ou se seus antepassados fizeram,  ou mesmo se conhece alguém  que se interessaria em compartilhar informações e fotos antigas, entre em contato conosco: [JosObfuscator] j.e}1)j)D1mv-pU@YJ4^L2}#66]o8hV|OZ-:0HWO?6AY.8vd?6D5 ou mande nos um e-mail e apareceça aqui no H&A para enriquecer o acervo público da nossa história! Para mais informações de como participar, veja também a seção Colaboradores.

 
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