História e Arte da Estância Turística de Ribeirão Pires - São Paulo
Imprimir
Seção: Bandas
Seção: Bandas

Entrevista com o O2

Membros: Lou (Baixo),  Beatriz (Guitarra) e Juzz (Vocal).
Estilo:
Pop-Punk.
Influências:
Blink 182, Fall Out Boy, Strike, Fresno, CPM 22, etc.
Data de fundação:
Maio de 2007.
Entrevista de Junho de 2008:

 

H&A: Qual a origem do nome O2?

Juzz: Mais ou menos um ano antes de montar a banda, eu e o Noel (ex-baterista) estávamos conversando "como que vai chamar?", e eu tinha acabado de voltar de um show do U2, então tava pensando em pôr "U2 cover" pra zuar. Aí o Noel veio e falou "coloca O2", e achei legal, oxigênio... aí pensamos "O2: Necessário para viver", que legal, tem até o slogan já! Aí acabou na brincadeira... daí um ano depois quando fomos montar a banda, o baterista falou assim “ah na boa cara, vamo deixa O2 que já é um negócio que veio de longe”, e aí ficou, a gente tentou mudar, tentou ver um nome diferente, mas não saiu.

H&A: A banda mudou muito de formação desde o início da banda?

Juzz: Nunca. Só agora (risos).

Lou: Mudar de formação não, a base sempre foi a mesma, só foi saindo gente.

Juzz: Éramos em 5, aí um dos guitarristas saiu, e ficou nós 4 normal, daí o baterista resolveu sair também. Mas apenas porque não estavam curtindo o estilo musical que estávamos fazendo. Não teve nada de briga e tal, foi por causa de estilo mesmo, eles não conseguiram acompanhar o estilo.

da esquerda para a direita: Lou, Juzz e Beatriz
da esquerda para a direita: Lou, Juzz e Beatriz

H&A: O que vocês acham das casas de show de Ribeirão Pires? Tem espaço pra todas as bandas de Ribeirão ou é limitado? Elas atendem as necessidades das bandas?

Lou: Beeem limitado. Eu acho bem limitado cara. Eu sei que é anti-ético falar, mas por exemplo, o Canoa Quebrada, eles só tocam pagode agora, e os negócios que a gente tem, nós mesmos temos que agilizar, as próprias bandas tem que agilizar.

Juzz: Não só as casas, mas como tudo em Ribeirão. Pra você conseguir um espaço pra tocar na praça, por exemplo, eles colocam dificuldade até o ultimo nível. A praça tá lá, sem nada pra ninguém, tem um puta palco legal, nunca tem nenhum show, sabe, nunca tem nada por que? Porque você vai pedir pra prefeitura R$500,00 pra pagar os caras do som pra trazer as coisas e eles falam “não”. Tem umas ‘500 bandas’ em Ribeirão, a prefeitura poderia fechar um cronograma de todo final de semana colocar uma banda de Ribeirão pra tocar... aí eles fazem o concurso e dizem que tão dando espaço.

H&A: Ainda que tem o Festival do Chocolate...

Juzz: Mas mesmo assim, porque você vai tocar no Festival do Chocolate, e eles te colocam pra tocar às 2 da tarde...

Lou: Eu toquei lá ano passado, e eles me colocaram pra tocar às 5 da tarde no palco 2. Daí eu toquei pros caras que tavam montando as barraquinhas lá (risos).

Juzz: É mais pelo “currículo” né, entre aspas, porque se você colocar no seu release que você tocou no Festival do Chocolate você não precisa dar muitas informações, daí o cara vai “Tocaram no Festival do Chocolate, 50.000 pessoas...” entendeu? Que horário você tocou você não fala (risos). Então não tem muito valor mesmo.

H&A: Qual foi o maior lugar que vocês já tocaram, de maior prestígio?

Juzz: Hangar 110. Todas as bandas que estão no cenário musical de elite hoje passaram por lá e ainda passam, então foi bem legal a experiência com a gente. Porque lá o esquema é diferente, não é assim “você paga pra tocar lá” ou você “fala com os caras pra tocar”, eles fazem tipo um festival, no ano, e as bandas que se classificam pras semi-finais são as bandas que vão entrar pro circuito hangar, então é sempre um circuito, e quem é de fora da cidade de São Paulo eles convidam, uma banda por mês ou uma banda por semana, pra ir lá tocar. A gente teve uns amigos e acabaram nos convidando... foi uma experiência bem legal.

H&A: Já aconteceu alguma coisa inesperada durante um show?

Lou: Já aconteceu da gente tocar duas músicas e o cara mandar a gente parar, o baterista tocar sem a pele do bumbo...

Juzz: Fora baixadas que eu já tomei na cabeça, microfone cai, mas são miquinhos... No começo a gente era meio inexperiente e acaba passando por cima de um monte de coisas, às vezes eu tinha que divulgar a banda e falar alguma coisa e eles já começavam a tocar e eu falava “peraí meu deixa eu divulgar!!”, mas nada demais, do tipo cair do palco (risos).

H&A: Onde vocês começaram a tocar, quais foram os primeiros lugares?

Juzz: Catedral... A gente, meu, tudo que a gente tem, um prestígio ou um reconhecimento, a gente deve teoricamente à Santo André, a gente só toca por lá, a maioria das vezes no Catedral, Mezzanine, Lolla, a maioria é de lá, nosso público ta lá, nossos amigos de banda estão lá, então a gente fica mais por lá.

H&A: Vocês se consideram uma banda de covers ou vocês também compõem?

Lou: Compõem; a gente começou mais com covers pra gente pegar mais como que é o estilo, que ninguém era muito, ninguém escutava nem tocava muito esse estilo, aí começamos a escutar mais e fazer cover...

Juzz: E porque a galera pede, não tem jeito. E é o que chama público também.

H&A: Quantas músicas próprias vocês têm?

Juzz: Prontas? A gente tem umas 5, prontinhas que dá pra tocar em show, mas letras que a gente tá trabalhando em cima tem mais de 15... da pra fazer um CD, fácil.

H&A: No Concurso de Bandas (2008) vocês tocaram alguma música própria?

Lou: A gente passou o som com uma música só. Mas pra disputar não tocamos não.

Juzz: É, porque em concurso, como que o cara vai analisar você se você toca a sua música que ninguém conhece? A gente pensou “meu, não faz sentido a gente competir com a nossa música”; a gente passa o som com ela pra galera ver, e a gente toca uma que eles conheçam pra eles poderem falar ‘ah os caras tocaram bonitinho’ ou não.

integrantes durante a entrevista
integrantes durante a entrevista

H&A: Tem alguma gravação do som de vocês, cover ou não, demo ou álbum? Planejam fazer?

Lou: Ah tem as pedreragens que a gente faz só pra zoar, mas nada pra divulgar...

H&A: Não gravaram nada em estúdio?

Juzz: Estava previsto pra gente gravar agora em junho/julho, se a banda tivesse certinha. Mas agora também já tá quase certo com outro baterista e agora a gente tá na fase de preparação, porque como que o cara vai gravar se ele tem só 2 semanas na banda? Então vai demorar um pouquinho... mas a gente já tá com um patrocínio aí...

H&A: Patrocínio?

Juzz: É um patrocínio da Folha de Ribeirão. Eles estão dando uma forcinha pra gente.

H&A: Quem que compõe, a banda toda em geral ou tem alguém que compõe e passa pros outros?

Juzz: De instrumental é mais o Lou, que manja mais, e de letra também, ele faz letra e instrumental, ele compõe mais. Mas de letra eu também faço bastante, a Be também me ajuda, sempre tem um mix... mas acho que o Lou é o cara.

Lou: Eu jogo o bruto e a gente lapida.


 
Criado e mantido por iD Studio © 2008-2011 - www.idstudio.art.br