| Robert Rajabally |
| Quadrinhos |
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Interesso-me especialmente por projetos que façam bom uso de todo o potencial gráfico e textual das HQs, Comics, Aventuras Gráficas e Graphic Novels para que tenham um conteúdo mais fascinante de se ler e ver. Quadrinhos e aventuras assim, não precisam ser só para adultos para serem atraentes e inteligentes. Pode-se criar materiais maravilhosos para crianças de forma apropriada ao que deveriam estar conhecendo nesta era de despertamento consciencial e isso realmente me atrai. Alguns exemplos do que pode ser feito:
Uma outra perspectiva para esta área: ![]() Hoje em dia vemos ainda muito material de alta qualidade gráfica mas de conteúdo banal ou sem sentido nos dias de hoje, onde ainda se cria ou revisitam os super-heróis versus monstros e vilões que querem dominar o mundo ou destruir o ser humano, com novas armas, objetivos de algum tipo de conquista e poderes sem fim além a banalização do erotismo, ou mesmo muitas histórias tolas para crianças, mesclando temas açucarados com aventuras bobas, quando não são escatológicos e chulos; roteiros que celebram e valorizam a astúcia do ser humano, revisitam a miséria humana ou enaltecem a "vida real" das ruas etc. como se só um futurismo sombrio, decadente ou violento, onde só a tecnologia evolui, em torno de personagens atormentados, espertos ou gozadores, uma simples ampliação de como seríamos à partir do que já somos... interessa fazer. Mesmo sem moralismos, já vimos tudo isso, vários foram muito bons e inteligentemente criados em épocas apropriadas, mas não vejo graça em produzirmos mais material assim, apenas pelos ganhos, pelo status e orgulho de se ver publicado em alta qualidade ou porque HQs "são assim" ou são só "entretenimento sem compromisso". A pergunta deveria ser: Que tipo de humanidade quer se entreter com isso? Vale lembrar que nós, criadores de texto e arte, é que definimos como algo deve ser, tendo o poder de criar novos rumos, como sempre se fez aliás, em tantas circunstâncias, quando o que hoje é comum, um dia foi inovador. Está na hora de outra abertura adequada aos novos tempos, para além da fixação só com mangás ou as crises existenciais do homem urbano, que muitas vezes só é um perdido porque quer, pois referências e informações para uma vida mais plena estão em toda parte faz tempo. Já deveriamos ter superado a fase de celebrar a boemia, a esperteza sobre o próximo ou a rebeldia sem causa, assim, continuar a desenhar sobre isso pouco acrescenta e só reforça as noções ilusórias que temos coletivamente sobre a vida, noções que não precisam de mais repetições e sim serem contrabalançadas por uma outra Visão agora, enquanto é tempo.
Felizmente, há também outras coisas para se valorizar e que estão muito em falta hoje por desconhecimento geral, falta de atenção aos novos tempos, a tendência atual de valorizar somente aquilo que estiver ligado a aparências, fama ou a oportunidades financeiras e o hábito de apenas 'ficar antenado' para seguir essas 'tendências mundiais' mais celebradas, quando não se pára para pensar de onde vem tais tendências e a pressão das mídias para enaltecê-las. Há ainda um potencial a ser realizado nessa área de quadrinhos e experimentos gráficos, já tão bem feitos por vários artistas de incrível talento pelo mundo, mas muito pouco para as novas realidades da Consciência que descortinamos. Sim, quadrinhos e aventuras gráficas para qualquer idade podem e devem ter um conteúdo mais alinhado com a Realidade Maior, sob risco de continuarmos estacionados na ilusão de conceitos errados e superados, mas eternamente repetidos com as novas roupagens visuais das tendências gráficas de cada época, para cada nova geração que chega absorver. Devemos ter outra visão de nós mesmos e da vida agora e isso deve aparecer nas nossas criações como mencionei noutras partes deste site. Assim, novas coisas com outros temas também deveriam ter mais apoio dos que financiam projetos, tornando-os possíveis de serem feitos, dando uma chance para que os leitores conheçam outra coisa e possam decidir se querem seguir em frente ou permanecer no mundo velho que está terminando. Podemos e devemos ir bem mais longe para criar coisas mais reais e inspiradoras, portanto menos ligadas às ilusões do mundo que nos mantém prisioneiros
há tanto tempo dentro de questionamentos sem fim, quando já há respostas
para muita coisa essencial e não há a mesma quantidade de tempo para se continuar a desperdiçar com o que não nos serve mais como Humanidade, independente do apego às tradições literárias ou do meio artístico que possamos ainda ter. |







