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| Matéria de capa - Parte Final |
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Outras pessoas ouviram. Há outras tendências que também foram desenvolvidas paralelamente desde o século 19, mas que estranhamente não tiveram a chance de serem apreciadas por muitos - que deveriam ter maior poder de escolha do que lhes convém estudar estando num país livre - principalmente no Brasil, pela oficialização do que deve ser estudado ou não e pela falta de obras devidamente traduzidas e publicadas para o público brasileiro além da crescente necessidade de definição de nossas profissões dentro do que já existe e é aceito, agora sim, para garantir nossa sobrevivência. São Cientistas, Naturalistas, Bioquímicos, Horticulturistas, Físicos e Biólogos de formação abrangente e de todas as latitudes do planeta que produziram obras da maior magnitude para depois serem ignoradas como anticientíficas, um verdadeiro absurdo por sinal, principalmente porque muitas foram feitas com rigor científico e resultaram em muitos tomos de milhares de páginas com experimentos que podiam ser reproduzidos por outros pesquisadores com resultados idênticos (um dos preceitos de aceitação do chamado ‘método científico’). É o trabalho, por exemplo, do cientista Indiano Jagadis Chandra Bose que antes de 1900 já havia amplamente demonstrado diante da Real Academia de Ciências da Inglaterra as reações dos elementos considerados não-viventes com seu Crescógrafo – demonstrando que não há a suposta fronteira entre o vivente e o não-vivente, que tudo possui vida – e subseqüentes equipamentos tão precisos e sensíveis que até hoje não temos nada igual, além de mais descobertas espetaculares, todas demonstradas com o rigor científico necessário. Um museu em sua homenagem pode ser visitado na Índia. Ou ainda o trabalho visionário e pioneiro do ex-escravo nortemericano tornado bioquímico George Washington Carver que demonstrou também nos idos de 1800 sua comunicação com as plantas e criou disso centenas de produtos que hoje ainda são fundamentais na economia mundial como os inúmeros derivados do amendoim. E que dizer do genial inventor, observador naturalista e guarda florestal austríaco Viktor Schauberger que revelou as espetaculares propriedades da água, como ela se move, os efeitos da chamada água morta em nossas vidas, as energias vivas da água, os movimentos vorticosos que são o fundamento de tudo na natureza e o motor a implosão baseado nos próprios métodos da natureza? Estes e tantos outros foram, podemos dizer, geniais naturalistas de verdade, pois independentemente de pintarem ou não, estavam sintonizados com algo grandioso e real, mas que ainda nos resta recuperar, estudar e desvendar hoje. Quando vamos começar a prestar mais atenção ao que se passa ao nosso redor? Isto e muito mais pode ser visto no excelente estudo mundial publicado por Peter Tompkins e Christopher Bird em sua essencial obra: Secrets Of The Soil de 1998 (Segredos do Solo – no original estão em destaque as primeiras letras S.O.S. não por acaso) que é a seqüência de The Secret Life of Plants de 1974 (A Vida Secreta das Plantas – que existe em Português) e uma espetacular ampliação sobre o que Rachel Carson escreveu no seu famoso livro Silent Spring de 1962, que abalou o mundo. Ambos os livros de Tompkins e Bird mostram as descobertas e os resultados reais e científicos de dezenas de pessoas especiais por todo o mundo até os dias de hoje, exemplos que exigem um urgente despertamento individual e depois coletivo, sem o que, poucas escolhas poderão ser acertadas e evitar o choque de retorno.Se considerarmos esses triunfos da ciência ‘alternativa’ como válidos e da maior importância, vemos que há uma necessidade de irmos além em nossos estudos, admitindo uma Evolução mais abrangente e menos ditada pelo acaso e pela mera sobrevivência das espécies. Se formos nessa direção seremos forçados a admitir que realmente ainda não entendemos este mundo, mal arranhamos a superfície dos segredos que nos aguardam, talvez para quando formos mais merecedores por não estarmos mais agredindo nossa Mãe Natureza para exigir aquilo que pensamos ser nosso direito, violentando a terra com processos que podem ser desnecessários e muito prejudiciais como o uso dos agrotóxicos e fertilizantes para coagir a terra a produzir quando ainda não entendemos direito o que é vida, de onde vem e como cuidar dela. É uma coisa temerária intervir em algo que se admite que não se compreende totalmente, mesmo sob pressão dos lucros, pois para tudo haverá conseqüências. Intervimos na matéria, pensando conhecer suas leis, pensamos mais em salvar espécies em extinção sem saber se há leis para isso numa natureza que já cuida de tudo –enquanto do outro lado criamos espécies para abate– como recurso para ‘proteger os animais silvestres’ e lucrar ao mesmo tempo ou algo parecido, pensamos na poluição material química de rios, mares e lençóis freáticos, enquanto a poluição energética é pouco conhecida. Há mais para estudarmos para termos mais certeza de estarmos acertando quando decidimos intervir nos processos da vida.
Valorizar o que é nosso é importante também na forma das artes, pois temos aqui no Brasil um enorme território para explorar com este novo olhar e muita gente pode dar sua contribuição, sua visão, sua experiência pessoal. A intenção é ir além do meramente comercial, fazendo uma ponte visual quase viva entre o homem e seu meio ambiente. Ou seja, com trabalhos que trilhem caminhos que todos poderíamos trilhar juntos na nossa busca por um mundo mais equilibrado, mais justo e sincero porque a verdadeira justiça é praticada primeiro para com o planeta que nos cede espaço para desenvolvermos nossa experiência de vida e só assim para com o resto dos seres viventes e a humanidade sem fronteiras. *Algumas partes podem estar ligeiramente diferentes na forma em comparação com a matéria publicada embora não haja diferença de conteúdo. As imagens mostradas aqui não são necessáriamente as mesmas que apareceram na revista para evitar repetição de artes que já estão no site como um todo e acrescentar no espaços disponíveis mais informação visual pertinente. |











Outras pessoas ouviram. Há outras tendências que também foram desenvolvidas paralelamente desde o século 19, mas que estranhamente não tiveram a chance de serem apreciadas por muitos - que deveriam ter maior poder de escolha do que lhes convém estudar estando num país livre - principalmente no Brasil, pela oficialização do que deve ser estudado ou não e pela falta de obras devidamente traduzidas e publicadas para o público brasileiro além da crescente necessidade de definição de nossas profissões dentro do que já existe e é aceito, agora sim, para garantir nossa sobrevivência. São Cientistas, Naturalistas, Bioquímicos, Horticulturistas, Físicos e Biólogos de formação abrangente e de todas as latitudes do planeta que produziram obras da maior magnitude para depois serem ignoradas como anticientíficas, um verdadeiro absurdo por sinal, principalmente porque muitas foram feitas com rigor científico e resultaram em muitos tomos de milhares de páginas com experimentos que podiam ser reproduzidos por outros pesquisadores com resultados idênticos (um dos preceitos de aceitação do chamado ‘método científico’).
É o trabalho, por exemplo, do cientista Indiano Jagadis Chandra Bose que antes de 1900 já havia amplamente demonstrado diante da Real Academia de Ciências da Inglaterra as reações dos elementos considerados não-viventes com seu Crescógrafo – demonstrando que não há a suposta fronteira entre o vivente e o não-vivente, que tudo possui vida – e subseqüentes equipamentos tão precisos e sensíveis que até hoje não temos nada igual, além de mais descobertas espetaculares, todas demonstradas com o rigor científico necessário. Um museu em sua homenagem pode ser visitado na Índia. Ou ainda o trabalho visionário e pioneiro do ex-escravo nortemericano tornado bioquímico George Washington Carver que demonstrou também nos idos de 1800 sua comunicação com as plantas e criou disso centenas de produtos que hoje ainda são fundamentais na economia mundial como os inúmeros derivados do amendoim. E que dizer do genial inventor, observador naturalista e guarda florestal austríaco Viktor Schauberger que revelou as espetaculares propriedades da água, como ela se move, os efeitos da chamada água morta em nossas vidas, as energias vivas da água, os movimentos vorticosos que são o fundamento de tudo na natureza e o motor a implosão baseado nos próprios métodos da natureza? Estes e tantos outros foram, podemos dizer, geniais naturalistas de verdade, pois independentemente de pintarem ou não, estavam sintonizados com algo grandioso e real, mas que ainda nos resta recuperar, estudar e desvendar hoje.
Quando vamos começar a prestar mais atenção ao que se passa ao nosso redor? Isto e muito mais pode ser visto no excelente estudo mundial publicado por Peter Tompkins e Christopher Bird em sua essencial obra: Secrets Of The Soil de 1998 (Segredos do Solo – no original estão em destaque as primeiras letras S.O.S. não por acaso) que é a seqüência de The Secret Life of Plants de 1974 (A Vida Secreta das Plantas – que existe em Português) e uma espetacular ampliação sobre o que Rachel Carson escreveu no seu famoso livro Silent Spring de 1962, que abalou o mundo. Ambos os livros de Tompkins e Bird mostram as descobertas e os resultados reais e científicos de dezenas de pessoas especiais por todo o mundo até os dias de hoje, exemplos que exigem um urgente despertamento individual e depois coletivo, sem o que, poucas escolhas poderão ser acertadas e evitar o choque de retorno.
É nessa vertente que me inspiro e procuro desenvolver meu trabalho de Ilustração e Design Naturalista, entre outras coisas, a partir do meu estúdio que fica no estado de São Paulo e que existe há 31 anos. Penso que a Ilustração naturalista pode e deve ser algo que ajude as pessoas a visualizar e sentir o belo incomum e o invisível, mostrando a magia real do fenômeno vida sem que isto signifique misticismo. No sentido que dou a esta forma de arte, é algo distante de ser arte ecológica, ambientalista, de botânica etc., pois nestes setores já há pessoas fazendo um belíssimo e necessário trabalho. Sem ser cientista, procuro fazer o que posso do meu lado, começando por dar este nome, Ilustração & Design Naturalista ao que faço, para apartá-lo do modismo da arte ecológica ou ‘New Age’, oferecendo uma outra forma de ver o mundo natural que nos cerca, como incentivo às nossas mais altas aspirações como seres humanos. Neste trabalho, emprego tanto técnicas tradicionais de pintura como técnicas digitais, incluindo a fotografia digital para alcançar o objetivo da imagem final que desejo criar. Adoro descobrir, perceber a ligação de coisas aparentemente relegadas a um segundo plano para formar uma só imagem. Por exemplo, a arte da capa desta edição nasceu da combinação de diversas coisas. O peixe surgiu há algum tempo quando eu pensava em poder captar no papel suas lindas cores e padronagem. Na minha frente estava um copo com restos de tinta em suspensão, onde eu lavava meus pincéis. Estes sedimentos de tinta (verde) formavam uma textura sensacional eu pensei, que combinaria muito bem com que estava criando, assim passei a juntar os dois. Na ocasião precisei parar sem terminar e a ilustração ficou guardada por muito tempo. Depois com o surgimento dos computadores foi possível resgatar e terminar esta imagem da forma como queria. Em nossas andanças ou mesmo em nosso quintal acabamos sempre encontrando coisas fascinantes, como um naturalista em campo (!) e numa dessas ocasiões encontrei e fotografei um espetacular e diferente tronco recoberto de musgo (tenho um banco de imagens montado
com nossas fotos de diversas coisas naturais que me interessam como nuvens, cogumelos, folhas etc.) e num certo dia a conjugação destas três coisas me veio à mente e comecei a fazer a pintura digital desta composição como algo natural do fundo do mar. As linhas energéticas que aparecem na imagem nos lembram das forças que presidem e controlam os fenômenos da vida ‘nos bastidores’ do espectro visível. Desse tipo de inspiração e foco nasceu o que chamo de